OhaYO! POP: “Liberdade sempre!”

Durante o feriado fiz uma maratona de filmes de HQ, além do já citado “Sin City”, outro que vi e merece um comentário é “V de Vingança”.  Outro dos meus filmes favoritos, inspirado na obra de Alan More, que repudiou o longa.

As frases do filme são maravilhosas, os atores interpretam diálogos ótimos e impactantes, como o título desta postagem e também: “O povo não deveria temer seu governo. O governo é que deveria temer seu povo”, “Artistas usam da mentira para falar a verdade” e “O mundo é como um palco”.

Mas melhor que as frases da ficção é o texto preciso e centrado do autor Alan Moore no prólogo da obra original de “V de Vingança”. Datado de março de 1988 (auge das “mãos de ferro” de Margareth Thatcher na Inglaterra) o texto está mais atual do que nunca. Confira reprodução abaixo!

“Estamos em 1988 agora Margaret Thatcher está iniciando seu terceiro mandato e fala confiante de uma liderança inquebrantável dos Conservadores no próximo século.

Minha filha caçula tem sete anos, e um jornal tablóide acalenta a idéia de campos de concentração para pessoas com AIDS. Os soldados das tropas de choque usam visores negros, bem como seus cavalos; e suas unidades móveis têm câmeras de vídeo rotativas instaladas no capô. O governo expressou o desejo de erradicas a homossexualidade até mesmo como conceito abstrato.

Pergunto-me qual minoria será o próximo alvo dos ataques. Estou pensando em deixar o país com minha família. Esta terra está cada vez mais fria e hostil, e eu não gosto mais daqui.

Boa noite, Inglaterra. Boa noite BBC local e V de Vitória. Olá voz do Destino e V de Vingança.”

OhaYO! POP: A cidade do pecado

Durante o feriado revi “Sin City”, um dos meus filmes favoritos. Os quadrinhos, da obra de Frank Miller, foram reproduzidos com perfeição nas telas. Coloquei a imagem acima para compararmos a versão impressa com a das telas. Perfeita transposição. E falando desta cena, abaixo está a transcrição dela. Pois vale a pena ler (e ver) novamente.

“Sin City” de Frank Miller
Conto: "O Cliente Sempre Tem Razão"

"Ela treme ao vento feito a última folha de uma árvore morrendo. Eu a deixo ouvir meus passos. Ela fica tensa apenas por um minuto."

_Aceita um cigarro?
_Sim, vou aceitar um... Você também está tão entediado com a multidão lá dentro como eu?
_Eu não vim aqui pela festa. Vim aqui por sua causa. Tenho observado você há dias. Você é tudo que um homem poderia querer. Não é apenas o seu rosto, o seu jeito, a sua voz... São os seus olhos... Tudo o que eu vejo nos seus olhos...
_E o que você vê nos meus olhos?
_Vejo uma calma insana... Você está cansada de fugir. Pronta para encarar o que deve ser enfrentado. Mas você não quer enfrentar sozinha.
_Não... Eu não quero enfrentar sozinha.

"O vento aumenta. Elétrico. Ela é macia e quente. Quase sem peso. Seu perfume é uma doce promessa que traz lágrimas aos meus olhos. Eu digo a ela que vai ficar tudo bem. Que vou salvá-la do que a assusta e levá-la para muito longe. Eu digo a ela que a amo. O silenciador faz do disparo um suspiro. Eu a abraço forte até que se vá. Eu jamais saberei do que ela estava fugindo. Vou descontar o seu cheque pela manhã."

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